Notícias

13-02-2019

Inteligência artificial em todas as áreas da educação e sociedade

A Estratégia Nacional para a Inteligência Artificial antevê que esta tecnologia comece a ser ensinada nas escolas cada vez mais cedo, que se expanda na administração pública e se generalize nas pequenas e médias empresas.   A curto e médio prazos, pretende-se "explorar a fundo o potencial da Inteligência Artificial na economia e na sociedade", de acordo com um esboço da estratégia, que começa a ser discutida publicamente num encontro com investigadores no Laboratório Ibérico de Nanotecnologia, em Braga.   Nas escolas, a ênfase será no ensino de aprendizagem automática básica aos alunos mais jovens, em "clubes de ciência", propondo aos estabelecimentos de ensino desafios em áreas como o ambiente ou a biodiversidade. Os núcleos de alunos treinados nesta área serão levados depois a colaborar uns com os outros, produzindo vídeos e outros conteúdos multimédia focados em temas como a biologia ou a História das várias regiões, que são depois colocados numa rede que permite acesso a todos. As escolas participarão também em campeonatos de código de programação, ultrapassando desafios com os conhecimentos que os alunos adquiriram.   No ensino superior, a estratégia prevê a constituição de redes locais para as qualificações digitais, envolvendo universidades, politécnicos (onde já se fazem cursos curtos) e empresas, para que os trabalhadores ganhem novas qualificações e se adaptem às alterações ao trabalho introduzidas pela inteligência artificial.   Na estratégia, aponta-se o potencial de Portugal para desenvolver inteligência artificial aplicada a áreas como as redes de energia sustentável, cidades, florestas e oceanos, mobilidade, condução autónoma ou saúde.   Fonte: Diário de Notícias
29-08-2018

Ministro culpa aumento do emprego jovem pela quebra nas candidaturas ao superior

Nem despacho de vagas, nem quebra nas notas dos exames de Matemática, nem fatores demográficos.   Para o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, o que explica a redução "relativamente baixa" de cerca de três mil candidatos (2956) na primeira fase de acesso ao ensino superior, que terminou com 49 624 inscritos, é "o aumento brutal do mercado de trabalho de relativas baixas qualificações, particularmente induzido pelo crescimento do turismo".   Uma evolução, diz, que torna ainda mais urgente a diversificação do tipo de cursos oferecidos nas instituições. Manuel Heitor cita dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), segundo os quais, entre jovens com menos de 24 anos que concluíram o ensino secundário, "o emprego aumentou quase 40%" nos últimos anos. Hoje, são cerca de 165 mil", diz, acrescentando que alguns destes jovens "nem sequer se inscrevem nos exames" do ensino secundário antes de tentarem a sua sorte no mercado de trabalho. “Isto implica claramente a evolução para um novo perfil de estudante e uma necessidade absoluta de conjugarmos as estratégias das instituições do ensino superior com uma população de estudantes que trabalham ao mesmo tempo".   Não é o perfil típico das instituições do ensino superior, que se especializaram sobretudo em jovens da formação inicial", considera. "Muitas instituições não têm um único curso noturno."   A esse nível, Heitor defende que o governo está já a apontar o caminho, nomeadamente através do novo regime legal de graus e diplomas que, entre outras medidas, como a possibilidade de os politécnicos atribuírem doutoramentos, vêm "alargar a oferta de cursos curtos", tanto nos ciclos iniciais como no que respeita pós-graduações.
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